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domingo, 26 de agosto de 2012

SOU PASTOR, E AGORA?


Introdução

-Eu fui chamado para ser pastor?  Esta é uma pergunta que muitos se fazem hoje. O trabalho no ministério é árduo e oneroso para alguém que o abraça sem convicção de ter sido chamado por Deus. Não é difícil ver pessoas que iniciam e depois o largam, é realmente falta de um chamado Divino. Somente quem realmente tem um chamado pode fazê-lo durar quando a situação é adversa em seu ministério.

Embora o Novo Testamento enfatize a natureza universal do ministério dentro do corpo de Cristo, indica também que alguns crentes são separados de modo especial a funções especificas do ministério. Freqüentes alusões são feitas a Efésios 4.11: “Ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” – um a lista dos cargos [ou melhor, “ministérios”] carismáticos” da igreja Primitiva, conforme ocasionalmente são chamados. Diferenciados destes há os “cargos administrativos“ (bispo, presbítero, diácono), descritos especialmente nas epistolas posteriores do Novo Testamento. Muitas outras maneiras têm sido sugeridas para descrever os vários cargos, ou categorias, do ministério neotestamentario. Por exemplo: H. Orton Wiley refere-se ao “ministério extraordinário e transicional” e ao “ministério regular e permanente”; Louis Berkhof prefere “oficiais extraordinários” e “oficiais comuns”; e Saucy, com razão, emprega designações mais simples: “ministérios gerais” e “oficiais locais”. O papel relevante dos apóstolos, profetas e evangelistas no ministério da igreja Primitiva é bem atestado no Novo testamento. Para os propósitos do presente estudo, será examinado o cargo considerado o mais comum à vida da igreja, o de pastor. Amados, quando se é chamado, há uma certeza, uma convicção intima que não lhe deixa desvirtuar seu foco para qualquer outra vocação.

Origem do termo pastor

A atual nomenclatura de “pastor” parece ir de encontro com a terminologia bíblica de bispo (Gr. episkopos) ou presbítero (Gr. presbuteros) ou de ambos. Aparentemente as duas terminologias eram usadas modo intercambiável no contexto global do Novo Testamento. Berkhof sugere que a palavra “presbítero” ou “ancião” surgiu dos anciãos que governavam a sinagoga judaica, e que o termo foi aproveitado pela Igreja. Conforme sugere o próprio nome, “ancião” com freqüência referia-se literalmente aos mais velhos, respeitados pela sua dignidade e sabedoria. No decurso do tempo, o termo “bispo” passou a ser mais usado para o cargo, pois ressaltava a função de “supervisor” do ancião.

O termo “pastor” é usado hoje mais amplamente para quem tem a responsabilidade e supervisão espirituais da igreja local. É interessante que o termo grego “poimên” (pastor) é usado uma única vez no Novo Testamento com referencia direta ao ministério do pastor (Ef 4.11). O conceito ou função de pastor, no entanto, é encontrado por toda a Escritura. Conforme sugere o nome, pastor é aquele que cuida das ovelhas. (cf. o retrato que Jesus faz de si mesmo: o “Bom Pastor”ho poimên ho kalos, em Jo 10.11ss.) A conexão entre os três termos: “bispo”, “presbítero”, e “pastor” é clara em Atos 20. No verso 17, Paulo convoca os presbíteros (Gr. presbuteros) da igreja em Éfeso. Posteriormente, naquele contexto, Paulo admoesta os presbíteros: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos [Gr. episkopous]” (v.28). Na declaração imediata, Paulo exorta os que acabam de ser chamados bispos ou supervisores a serem pastores [Gr. poiamainein] da Igreja de Deus (v.28).

O pastor e seu inicio

Alem desta certeza, pois, quem é chamado sabe reconhecê-la, existe a posse dos dons e talentos que o Senhor requer daqueles que trabalham em favor do seu Reino. O obreiro com tal chamado deve orar bastante e meditar nas palavras de Paulo em 1ª Timóteo 3.1-7 e Tito 1.5-9. Obreiro nenhum deve se sentir qualificado de forma apropriada. Até mesmo Paulo disse: “E, para essas coisas, quem é idôneo?” (2ªCo 2.16) O Senhor tem muitas formas de preparar seus servos e nunca devemos questionar ou menosprezar seus meios. Deus em Cristo dá aos chamados todas as habilidades naturais, a formação adequada, orienta e oferta dons espirituais de que necessitam, os quais devem ser dedicados, cultivados e usados para, e somente, “para gloria de Deus”. (1ªCo 10.31) Mas, sem nunca esquecer de que precisamos de formação geral, em outras linhas é dizer que precisamos conhecer a cultura, a tecnologia e entre outras coisas convenientes ao homem – lembremo-nos de que Moises foi instruído primeiro em toda a ciência do Egito – e depois virá à formação vocacional, que inclui o estudo profundo das Escrituras e sem esquecer-se das experiências com Deus – Ainda é na sarça ardente que o Senhor se manifesta ao seu ungido, como fez a Moises.

Características do pastor 

Pastores devem ter um caráter e testemunho fiel acima de qualquer duvida, devem com sinceridade desejar servir ao Senhor, amar a Palavra, amar os irmãos, maturidade espiritual e emocional. Jamais devemos abraçar o pastorado por sermos falhos em diversas outras ocupações, ou porque não há mais nada pra fazer. Não somos profissionais e sim chamados, comissionados pelo Mestre, é a maior responsabilidade da nossa vida.

O apostolo Paulo descreveu as características do obreiro: “Convém, pois que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso; não avarento, que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia;... Não neófito,... que tenha um bom testemunho...” (1ª Tm 3.2-7), não é necessário escrever mais nada, Paulo já disse tudo.

O pastor e sua esposa

Visto que no casamento “dois se tornam um”, a esposa do pastor deve participar, quer você goste ou não. Pastores que não podem contar com suas esposas, partilhando com elas o fardo que carregam, estão fadados a um fraco e solitário ministério. Não é difícil dizer que, nossos lares são mais significativos para o rebanho do que propriamente nossas mensagens.

Algumas esposas são as agruras de um ministro, tornando o serviço pastoral muito mais enfadoso e difícil, levando o pastor às vezes a abdicar de seu chamado, quando se está mal casado. E este deve ser o passo mais prudente: largar o ministério, porem conservar seu casamento, diz o profeta Amós: “Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3). Sem duvida deve haver concordância e harmonia no lar, isso vale para todos os lares cristãos e não somente aos lares de obreiros. Mas, as esposas sensatas e verdadeiramente chamadas devem são tranqüilas, sossegadas e fazer um grande trabalho de bastidores, treinando e incentivando os outros. Outras desembaraçadamente aceitam posições que envolvem liderança e atuação visível. Sua esposa deve ser ela mesma e não criar em sua mente uma imitação da irmã fulana ou cicrana. O mais importante é que ambos exerçam o ministério que lhes foi dado pelo Senhor, tanto em casa como na igreja. Seus ministérios se complementarão e serão uma benção quando ambos servirem conforme os planos de Deus. E se houver algum problema, o certo é parar e orarem juntos diariamente, Deus irá orientá-los. É uma benção poder crescer e servir a Cristo, juntos glorificando o Pai. Assim o papel da esposa no ministério do pastor é de extrema importância. Que nos perdoem, mas pastor divorciado não existe na Bíblia.  

O pastor é um líder

Pastores se tornam lideres quando aceitam seu chamado com humildade e fazem de sua função o bem dos outros e a gloria de Deus. Não é a igreja que faz do pastor um líder, mas Deus (2ª Co 4.5). O Senhor foi um grande pastor: “Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz” (Jo 10.4).
Devemos liderar amando as pessoas e manifestando humildade, sem exigir o que queremos e forçando-as a obedecer. Temos que liderar por meio de nosso exemplo. Nossa liderança vem através da Palavra de Deus. Quando a ovelha é alimentada, sente-se feliz em seguir. Lideramos por meio sacrificial (leia Filipenses 2), pagando um preço, pois, ministério que não custa nada não alcança nada.

O privilegio da liderança não deve, de modo algum, ser usado em vantagem própria; a autoridade deve ser exercida para o bem da igreja e gloria de Deus. “O chefe é servo de todos”, diz um provérbio africano. Jesus disse: “Porem, o maior dentre vós será vosso servo” (Mt 23.11).

O pastor e a pregação

 A pregação é uma dentre muitas formas pelas quais Deus espalha sua palavra, mas cremos piamente que ela é a maior de todas. A ceia, o batismo e as boas obras de cada fiel, tudo isso é belo, porem nada substitui a pregação de Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo.

Obreiros, o nível espiritual da igreja sobe ou cai conforme a pregação da Palavra. Os crentes podem até tolerar fraquezas do pastor, mas, se não forem alimentados e ensinados, certamente berrarão como ovelhas famintas, ficando assim, insatisfeitos. Qualquer obreiro que não acredita no poder da pregação da Palavra, nem se dedica a ser um pregador melhor terá com certeza grandiosos problemas ministeriais. A pregação é sem duvida a “obra suprema do ministério cristão”. Feito com amor e dedicação, é o mais árduo trabalho do ministério.

É importante fazermos um parêntese. É que algumas igrejas têm deixado sua porta aberta para modismos seculares, tais como: Aconselhamento pessoal (ênfase em auto-ajuda), dinâmicas de grupo, dialogo, dramaturgia e assim por diante. Nenhuma delas por mais graciosas que sejam, substitui, ou melhor, é de melhor objetivo do que a exposição sistemática da Bíblia Sagrada. Tais obreiros que deixam a pregação em segundo, terceiro e até em ultimo plano, estão cavando sua própria cova e levando suas igrejas consigo. Se o pastor dá importância à mensagem da Palavra, todos terão ciência disso. Sua congregação reconhecerá seu prazer e esforço, por terem um pastor que os ama a ponto de se dedicar com afinco à pregação.
· Então como posso melhorar minha pregação?   
1.               Nunca fique satisfeito com seus sermões.
2.               Tenha sempre em mente que ainda pode melhorar.
3.               Aperfeiçoamos a pregação a aperfeiçoar ao pregador.
4.               Seja humilde, ouça outros pregadores.
5.               Aprenda sem, contudo, imitar.
6.               Cuidado com discursos repetidos.
7.               Não cair nos elogios, eles são uma bomba relógio.
Se seu desejo de melhorar suas mensagens for sincero, Deus proporcionará oportunidades para tal.

O pastor e o culto

Comecemos pelos motivos que levam os crentes a se reunir com regularidade:
1.               Adorar a Deus.
2.               Receber instrução e aprender a Palavra.
3.               Ministrar e incentivar uns aos outros.
4.               Tomar conhecimento e orar pelos outros.
5.               Testemunhar aos perdidos. O fato de nos reunirmos semanalmente já testifica diante da comunidade.

Quem dirige o culto deve ser cheio do Espírito, em tudo procurar adorar e honrar ao Senhor, não chefes de torcida que conduzem uma festa religiosa. Dirigir um culto é uma tarefa difícil e jamais pode ser feita por amadores.
Se permitirmos que o Senhor nos oriente e nos fortaleça, nossos cultos certamente não serão enfadonhos e maçantes. Mas se imitarmos os atenienses, que estavam sempre procurando “alguma novidade”, transformaremos o culto em um “espetáculo”, um lazer religioso”, isso é algo que devemos evitar. Variedade e diversidade, sim; novidades, não; união, sempre. Assim sendo, a oração e a orientação do Espírito Santo são essenciais para preparar cada culto. Sem também esquecer, que é de vital importância permitir que o rebanho exerça os dons do Espírito, em vez de serem apenas espectadores de um programa religioso.

O pastor e a visitação

Para que nossa pregação toque e transforme a vida do rebanho, precisamos, tal como Ezequiel, sentar onde eles sentam” e compreender suas reais necessidades. Os mercenários se mantém afastados e fogem dos problemas, mas o verdadeiro pastor segue o exemplo do Bom Pastor, que sempre tinha tempo para cada um e não relegava ninguém ao descaso. Jesus fez de cada visita uma oportunidade de seu ministério espiritual. Ele partilhou boas, como péssimas ocasiões. Não é necessário visitá-los todos os dias, mas, separar momentos em que se possa fazer um rodízio de visitas.  A nossa visita não deve se tornar fátua, pacóvia à família visita, pois assim, nossa visita não será bem vinda. É importante preferencialmente, dividir esta tarefa com irmãos idôneos e confiáveis. Também resista ao bolo de toda visita, seu medico e sua família agradecem. 

O pastor e a vida pessoal dos irmãos

De fato é de difícil acesso e com certeza deve ser preservada é a questão da vida pessoal dos membros da igreja local. Deve o pastor ater-se apenas aos assuntos que lhe forem compartilhados pelos irmãos, podendo apenas, em ponto de orientação geral para todos, abordar dois temas primordiais para a preservação da integridade espiritual de um lar: o casamento e o divorcio. Mas, sempre de maneira geral e não explicitamente sobre um casamento ou um divorcio.

O casamento para o cristão deve ser encarado como o passo mais responsável de sua vida pessoal, por se tratar de uma união de duas pessoas distintas e até então livres de compromissos maritais. Para a realização de um casamento são necessários quatro elementos: um homem, uma mulher, a sociedade e, se houver uma cerimônia religiosa, Deus. Devemos ressaltar o nosso total repudio a uniões de pessoas do mesmo sexo. (Gn 2.18-25; Mt 19.1-9; Rm 1.27; Ef 5.22-33.) O casamento precisa ser legalmente autorizado, com a publicação dos proclamas – é nesse ponto que entra a sociedade. O Senhor é representado pela presença de um religioso (pastor, padre e etc.).

Antes de concordar em realizar o casamento, procuremos instruir o casal, que o matrimonio não é um simples ato de união de corpos sem objetivos e ideais, antes é, um ajuntamento de servos de Deus que visam através deste compromisso glorificar ao Senhor. A nova família deve entender que é a maior instituição divina, que deverá ser alicerçada em oração, comunhão e vigilância. Certamente muitos podem dizer que o casamento criou problemas para eles, porém, o casamento não cria problemas, e sim revelas os que já existem, por isso à hora de enfrentá-los é antes de dizer “eu aceito”.

O divorcio ao contrario é sem duvida uma instituição maligna, por destruir lares, vidas e a comunhão com Deus. Muitos irmãos discordam quanto á base bíblica para o divorcio. Peçamos opinião a dez pastores e eles terão opiniões divergentes uma da outra. O melhor é fazer com todos os esforços, evitar esta tragédia, porem se for um caso – por cada caso é um caso – que não haja possibilidade de se contornar a situação, o melhor é não se intrometer no assunto. Cremos que realizar um divórcio não é da nossa alçada, mas se for para casar, e se o casamento for de pessoas que verdadeiramente aprenderam os sentidos do casamento, então amados vamos casar o povo, porque cada vez mais teremos mais famílias felizes na casa de Deus.

O pastor e a verdade
Temos visto diversas classes da sociedade brasileira se corrompendo e traindo a verdade pela qual foram impelidos nos cargos que exercem por dinheiro, fama, prestigio, entre outras coisas. Sem sombra de duvida o pastor deve e tem que ser referencial de testemunho verdadeiro, jamais abrindo brecha para deturpar a maior verdade em sua vida, seu chamado, imputando-se a si mesmo todas e quaisquer medidas para se prevenir de tal corrupção de fé quer seja por dinheiro, fama e posição, o pastor tem compromisso com a verdade. Pastores, falemos sempre a verdade, pois com esta bem-aventurança nos flanqueando seremos prósperos em nossos ministérios.   

O pastor e as crises ministeriais

“Confirmando o animo dos discípulos, exortando-os a perseverarem na fé, dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus”. At 14.22. O pastor que se preza em comunhão com Deus deve vigiar, orar, ouvir os pastores mais experientes, para que ele possa passar de maneira espiritual e sensata pelas crises ministeriais, pois todo, sim , todo pastor passa por crises ministeriais , e que não serão poucas. Calunia, difamação, fraqueza, desanimo, entre outras terríveis fases da vida ministerial de um pastor. O pastor que legitimamente tem o desejo de passar pelas agruras que o ministério impele, certamente será ditoso, pois as adversidades são meios dos quais nossa fé é provada, evidenciada, e o Senhor, espera a nossa perseverança naquilo em que fomos chamados, pois o nosso Deus nos livrará ( Sl 34.19).

O pastor e o pecado

“... mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;”. Rm 5.20b. Se o pastor prioriza algo a combater, este alvo deve ser o pecado. O obreiro deve ter em seu coração combater o pecado e não o pecador. Ninguém pode fugir do pecado, pois, ele nos rodeia, mas podemos fugir de pecar, só pecamos quando queremos. Não existem “super-homens”, existem sim pessoas dispostas em vencer o pecado e isto é louvável. Mas acima disso, o pastor deve vigiar e orar para que não caia, pois, quando um pastor cai não só atassalha um ministério, uma família, mas também leva a igreja ao fundo do abismo, nocauteia a fé da igreja, deixa-a frágil, combalida sem forças e animo para resistir às investidas do maligno. Uma igreja exinanida é a ruína de um pastorado. O pastor jamais pode compactuar com práticas, nem tampouco esquivar-se da responsabilidade de corrigir aqueles que os cometem.

O pastor e a santidade

“... sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” 1ª Pe 1.15. Este versículo nos mostra quão imensa é a responsabilidade pastoral para com a santidade. Pastores são o espelho para o rebanho, por isso devem ter em mente a busca pela santidade, um pastor santo, uma igreja santa. O próprio Pedro a escrever esta epistola clamou em prol da santidade: “Porquanto está escrito: Sedes santos, porque eu sou santo.”. Ao relembrar de Levitico 11.45, ele demonstra seu maior afã, a busca da santidade. O pastor deve ser santo na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza (1ª Tm 4.12), assim sendo será um exemplo, bom exemplo, para suas ovelhas, com bom testemunho podemos alçar muitas bênçãos que espreitam a vida ministerial de qualquer obreiro que se dispõe a ser um obreiro com vida no altar (Sl 84.11).

O pastor e a unção de Deus
“Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós...” 1ª Jo 2.27a. O pastor que tem unção em sua vida ministerial, conta com a maior ajuda divina que ele pode ter para fazer a obra do Mestre. O Eterno tem um imenso desejo de derramar sua unção sobre nossas vidas, e só cabe a nós buscá-la. Deus tem muito a nos dar através da sua unção: milagres, maravilhas, paz, ousadia e autoridade. É primordial ao ministério pastoral, a unção de Deus, sem ela o pastor será como uma “lata seca”, pois a unção lubrifica as mensagens, a adoração, o louvor, a administração, enfim a unção faz muita diferença em nossas vidas, nossos ministérios, nossos lares. Quem prima pela unção terá um ministério fecundo, inexaurível, profícuo, e isso teremos ao buscar, ao desejar, ao ansiar a unção do Eterno. Um ministério sem unção não vale como referencia para os demais, mas um ministério que tem a marca da unção de Deus é exemplo para os demais, inclusive os sem unção.  

O pastor e os obreiros

“Segui a paz com todos...”. Hb 12.14a. Depois de muito pesquisar e meditar pudemos perceber que os maiores dilemas de um pastor, no âmbito eclesiástico, são os obreiros problemáticos. Os bons obreiros são co-participantes do ministério do pastor, são ajudadores, amigos, conselheiros, entre outras coisas. Porem existe alguns, não poucos, que se infiltram no ministério, sim se infiltram e não chamados por Deus, para apenas deturpar, ferir, machucar e causar dissensões, desavenças, cizânias no ministério pastoral e da igreja. Em meio a tudo isto, o pastor tem em suas mãos a oportunidade de recompensar estes tais de maneira diferente, com amor e misericórdia, pois, a Palavra de Deus nos afirma em Romanos 12.18: “se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;”, mas sem nunca evitar que os tais venham a ser punidos com severidade conforme a legislação eclesiástica de cada denominação e organismo ou convenção pelos quais o obreiro seja conveniado e/ou filiado, errou deve pagar, porem o caso não deve se tornar um escândalo, escarcéu, mas que seja resolvido com paz e entendimento de ambas as partes, sem qualquer resquício de ira ou magoa.     

O pastor e a oração

“Orai sem cessar” 1ª Ts 5.17. Sem sombra de duvida a oração é o oxigênio espiritual de todo cristão. Sendo a preparação para fazer a obra do Senhor, sem também esquecer de que a oração nos leva a uma maior intimidade com Deus. O pastor que ora muito certo terá ótimos frutos e colherá os resultados de suas horas, madrugadas constantes em oração, mas aquele que subestima o poder e o valor da oração, confiando apenas em suas estratégias e convicções para a obra, está fadado a ter um ministério improdutível e sem vida, já dizia um grande homem de Deus: “muita oração muito poder, pouca oração pouco poder, nenhuma oração nenhum poder.” Uma vida de constante oração nos dará recursos e reservas para enfrentar o diabo e seus dardos inflamados, não obstante a isto, Jesus quando estava no Getsêmani orando seus discípulos adormeceram e Ele os repreendeu dizendo que eles sequer podiam buscar a Deus por uma hora com Ele, e esta mesma indagação nos é impetrada pelo Espírito Santo: será que estamos vivendo uma vida de oração? Será que vivemos em oração em meio às adversidades que nos são propostas?Será que estamos orando o mínimo que necessitamos? Um pastor que realmente sente arder em seu peito à chamada, busca, ora e verdadeiramente “caminha de joelhos”, para que se possam atingir as metas em Cristo estabelecidas, sabemos que oramos não pela bela posição ou porque queremos ser “estrelas da oração”, não nós oramos porque somos carentes e sem ela, a oração, nós não aguentaríamos viver nesta terra. Amados obreiros orar não é supérfluo, mas extremamente cogente para a nossa sobrevivência espiritual.

O pastor e a sã doutrina

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...” 1ª Tm 4.16a. Todo pastor deve ser um exímio, egrégio conservador da sã doutrina, a doutrina apostólica, para que os mandamentos e ensinos trazidos por Jesus à sua igreja, não sejam banalizados, nem tampouco colocados em um lugar prosaico em nossas igrejas. A doutrina não implica em tratarmos de assuntos como: tamanho das saias das irmãs; se as irmãs podem ou não cortar os cabelos ou retirar os pelos em excesso de algumas partes do corpo; uso de certos tipos de roupa. Não, isso se chama legalismo, ato que não nos é proveitoso. Doutrinar é o ensino legitimo e sem cortes das Sagradas Escrituras. Ensinar a doutrina não indica ser violento, rude, e iracundo nas expressões usadas nos púlpitos, pois, o púlpito é o lugar de expressão maior da Palavra do Mestre e não de altercação de diretas e indiretas a uma pessoa ou grupo na igreja que por algum motivo entendemos a nossa maneira que estejam errados. Isso é por demais perigoso. Começamos a deixar de sermos conservadores da sã doutrina e imbuímos um espírito bestial, que imputa ao nosso ministério, um sentimento de rivalidade e não a paz do Senhor, que realmente excede todo entendimento, guardará os nossos corações e as nossas mentes em Cristo (Fp 4.7). Conserve a sã doutrina, o amor, a santidade, a humildade entre outras, mas faça isso com esmero, sempre usando justiça, com uma boa porção de misericórdia, pois, com esta receita, o uso do ensino da sã doutrina não será um fardo, mas uma benção para os que nos ouvem e para nós que ministrarmos.    

O pastor e a humildade

“servindo ao Senhor com toda a humildade...” At 20.19a. A humildade é fator determinante para o sucesso do ministério pastoral em todos os âmbitos. Quando somos convocados ao ministério temos que colocar em nossa mente que quanto mais crescermos ministerialmente, da mesma forma devemos cada dia sermos mais humildes, para que não nos ocorra o que ocorreu entre os discípulos que se questionaram a saber quem era o maior entre eles, para que isso, que é maléfico, não ocorra, a humildade nos vacina contra este mal. Porem se não formos humildes, nos ocorrerá uma fadiga ministerial para com os demais irmãos, obreiros e pastores, que outrora vivenciaram nossa fase pré-pastoral, e quando isso afeta um pastor, ele pode se preparar para as mais diversas dissensões que ele criará e ele mesmo terá de resolve-las. Ser humilde não é constrangedor, mas sempre será um marco que exalta o caráter de quem a possui. Não custa nada, não cai pedaço da mão, não rejeita ninguém, ser humilde, reconhecer os erros, aceitar que existem melhores pregadores, melhores pastores, melhores lideres que nós, isso não nos rebaixa, mas nos incentiva a sempre buscar ser melhor do que somos, não por competição, mas o melhor andamento da obra do Mestre. Pastor feliz é um pastor humilde.

O pastor e a honestidade
“ao observarem o vosso honesto comportamento...” 1ªPe 3.2. Não podíamos esquecer nesta obra a honestidade. Um pastor que se preza e vigia, deve ser honesto em todos os âmbitos de sua vida. Alguns pastores são de um mal testemunho tão terrível, que não pagam as contas da igreja, sujando o nome da igreja nos órgãos de defesa do credito, também não pagando suas próprias contas, sujam o nome, dão um péssimo testemunho e o pior é que pregam que os irmãos devem pagar as contas, o dizimo, dar ofertas, mas ele é hipócrita e infiel, pregam a honestidade, mas não vivem a honestidade. No estado do Rio Grande do Norte, ninguém pode ser consagrado a pastor se tiver o nome sujo nos órgãos de defesa de credito, muitos repreendem, mas se analisarmos à luz da Bíblia os lideres da brilhante Igreja no R.N estão apenas se precavendo de obreiros de mal testemunho e aqui em nossa cidade chamamos as pessoas que não pagam as dividas de “veacos”. “Pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens”. 2ª Co 8.21. Sejamos honestos, pois que assim é só anda de cabeça erguida, tem honra aonde chegar, se precisar comprar algo será muito mais fácil, pois tem seu nome limpo, quem não paga suas contas, não pode ter certeza de sua salvação.  

O pastor e a sinceridade

Embora muitos associem a sinceridade à honestidade, decidimos fazer esta divisão para uma melhor percepção desta obra. Ser sincero é imprescindível ao pastor. Paulo ao escrever a segunda carta aos coríntios nos capítulos 1 e 2 ele enfoca que o nosso testemunho deve ser sincero para com o Senhor e com os homens, “...mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos”. 2ª Co 2.17. Este enfoque foi muito pertinaz da parte de Paulo, pois, os obreiros que labutam na obra do Mestre jamais podem perder esta personalidade, que na realidade é espiritual, que nos leva a receber do Eterno suas sinecuras para o nosso ministério. Ser sincero não é ser rude e/ou agressivo para com alguém, tampouco é ser aleivoso. O verdadeiro obreiro que é chamado para o ministério ele é sincero sem ser agressivo, impertinente, e muito menos tartufo com os demais irmãos. A sinceridade abre as portas da verdadeira amizade, da misericórdia, e do amor de Deus, sem ela, a sinceridade, estaremos então, vivendo uma vida ministerial fracassada, sorumbática e fadada ao insucesso.

Conclusão.

Concluímos que, se o pastor pregar a Palavra com fidelidade, pois, é ela que alimenta e equipa os santos para a realização do trabalho ministerial (2ª Tm 3.16,17; Ef 4.11,12), ele então viverá momentos abençoados e gratificantes em seu ministério pastoral.   

 Mensagem aos pastores.

Vigiemos, pois virão dias em que todos nós estaremos calados e a nova geração falará por nós e de nós. Que deixemos o melhor exemplo possível.

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